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Rasante na Cidade #1


Campinas/SP02 de Maio de 2018

Nós, equipe da Revista Rasante, temos nos preocupado com as formas que este debate arte-cidade (que serve de pretexto para debatermos grandes temas como a democracia, sociabilidades, memória, futuro, etc) pode assumir, e quem sabe, ganhar conteúdo, dinâmicas, surpresas, aprendizados. Nesse sentido surgiu a ideia dos encontros abertos.

A revista, enquanto um produto gráfico com começo meio e fim programados segundo uma estratégia editorial, pertence ao universo das publicações gráficas, como um produto literário. Existe importância nesse produto: condensa um conjunto de trabalhos sobre um tema, encerra um "espaço" que seja possível acessar aquela discussão, pautada por nós como arte-cidade, em suas diversas facetas.

Assim, a revista é um documento, um ambiente de justaposição de trabalhos, e ainda, é uma ferramenta para pensar a vivência urbana. Este produto-revista demanda um modo de absorção específico: a leitura, a interpretação do texto, o tempo dedicado mais estendido, etc.

Quando a Rasante extrapola sua discussão para além das páginas da revista, tornam-se possíveis outras formas de participação e absorção desse debate, como a fala, a troca, o pensamento improvisado, o encontro entre pessoas, a ocupação de um espaço físico, etc.

O encontro que aconteceu dia 2/5 movimentou os pensamentos a partir da fala do Frederico Costa e da Yasmin Pinheiro, que já publicaram trabalhos próprios conosco. Ele, fala da subjugação da cultura no contexto do planejamento técnico da cidade; ela, apresenta a cidade de Campinas através de “janelas” e janelas. Vê-los e ouvi-los durante a conversa, que durou cerca de 2 horas, agregou novas cores aos seus próprios trabalhos, antes presos às páginas, agora ampliando seus contornos e até sendo possível intervenções dos presentes. O conteúdo abriu-se, fez possível o espaço para a contemplação, para a discordância, para a troca.

Assim, a Revista e o Encontro (e aqueles que ainda estão por vir), funcionam como ferramentas complementares que tensionam as reflexões sobre cidade, arte, democracia, vivências, histórias, pessoas. São, enfim, duas formas de traduzir nossas inquietações. Quem sabe quais novas formas de abordar este tema poderão surgir em breve?

Convidamos todes a conhecerem e acompanharem a Rasante. Em breve teremos mais encontros abertos, outras atividades e a publicação da próxima edição. Vamos?

Rafael Baldam é arquiteto e urbanista pela Unicamp e mestre em arquitetura e urbanismo pelo IAU USP; trabalha com design gráfico e pesquisa sobre as relações entre expressões culturais e espaço urbano, com trabalhos relacionando cinema, música, poesia, quadrinhos e cidade. Autor de "Mapas Secos ao Sol" (Poesia, Ed. Patuá, 2019) e "_quieto" (Quadrinhos, Ind, 2018). Portifólio